HOME LOGO

Festivais

Rodrigo Aragão na oficina de maquiagem especial/Divulgação

17-07-2011 ////////

RioFan

Diretor de 'Mangue Negro', Rodrigo Aragão dará oficina de maquiagem especial no festival

O horror e a ficção científica desembarcam no Rio de Janeiro entre os dias 18 a 24 de julho com o RioFan 2011 – Festival Fantástico do Rio, na Caixa Cultural. Com a exibição de mais de 50 filmes entre curtas e longas-metragens brasileiros e estrangeiros inéditos no país, o evento ainda apresenta cursos e oficinas gratuitas.

Uma das oficinas mais aguardadas é a de efeitos especiais em maquiagem ministrada por Rodrigo Aragão, diretor do cultuado “Mangue Negro”, no qual moradores de um vilarejo próximo a um manguezal são atacados por mortos-vivos, produzido por R$ 50 mil. Na oficina serão ensinados a fazer sangue artificial, ferimentos e truques de envelhecimentos com materiais acessíveis e baratos.

A impressionante maquiagem especial de “Mangue Negro”, que deu ao filme o prêmio de Efeitos Especiais no Festival Santiago Rojo Sangre, no Chile, em 2008, não foi aprendida em cursos fora do Brasil. O diretor é autoditada. “Passei minha vida toda envolvido com a maquiagem. Desde pequeno estou inserido no universo da mágica e do cinema por conta do meu pai. Aos 12 anos já assustava minhas tias”, recorda Aragão.

O diretor acredita que levar a outras pessoas os seus conhecimentos pode ajudar a desenvolver a área no país: “Os efeitos especiais nos filmes brasileiros são pouco explorados, e ainda não são bons se comparados aos realizados nos Estados Unidos. Por isso acredito que seja necessário dividir a informação para fazer crescer este mercado”.

Apesar do pouco espaço para o gênero entre os lançamentos nacionais, o diretor aposta no potencial brasileiro para filmes de terror, principalmente por conta do folclore e dos cenários naturais. “Acho que tudo tem seu momento. Mas para ganhar o mercado, o efeito especial tem que ser bom. Quando melhor os efeitos, mais produções teremos, mas isto é um todo um processo".

Após o sucesso do filme “Mangue Negro”, o diretor acaba de exibir sua nova produção “A Noite do Chupacabra” no Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Realizado em dois anos com um orçamento de R$ 150 mil, o filme repetir o sucesso de “Mangue Negro” nos festivais do gênero. “Antes mesmo de estar pronto, o longa já tinha sido convidado para participar do circuito de cinema fantástico da América Latina”, comenta Aragão.

Apesar do sucesso e vários prêmios em seu currículo, Aragão lamenta o pouco reconhecimento no Brasil. “Infelizmente sou mais reconhecido lá fora do que aqui. Por exemplo: eu consegui distribuição de ‘A Noite do Chupacabra’ na Alemanha antes de conseguir aqui , e a repercussão e a curiosidade para ver o filme lá fora é bem maior. O Brasil precisa se orgulhar do seu cinema e fazer um cinema de tradição, sem imitar os filmes americanos”.

Para ele, os festivais de cinema fantástico aqui no Brasil, colaboram para inverter este quadro. “Sem dúvida festivais como o RioFan ajudam na divulgação. Já temos um público que é militante e fiel, mas estes festivais atraem novos pessoas. Esses eventos são fundamentais e dão força para achar novos talentos.”
 

Compartilhe! Envie para um amigo!