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Festivais

Cena de "Sudoeste", de Eduardo Nunes/Divulgação

26-01-2012 ////////

Festival de Roterdã

Oito longas e cinco curtas nacionais serão exibidos na mostra

Uma das importantes vitrines para novos diretores na Europa, a exemplo de Cannes, Berlim e Veneza, o Festival de Roterdã, na Holanda, reservou um bom espaço aos filmes brasileiros em 2012. Oito longas-metragens e cinco curtas nacionais serão exibidos no evento até o dia 5 de fevereiro.

Na mostra competitiva de novos diretores, estão "O Som ao Redor", do pernambucano Kleber Mendonça Filho, e "Sudoeste", do carioca Eduardo Nunes, ambos finalizados com o apoio do fundo Hubert Bals, que auxilia produção dos cinco continentes. O primeiro, que tem Irandhir Santos no elenco, narra a mudança na vida de um bairro de classe média de Recife após a chegada de seguranças particulares que oferecem proteção. O outro, filmado em preto-e-branco, é protagonizado por Clarice (Simone Spoladore), que, em meio aos habitantes de uma vila sustentada por salinas em decadência, repassa toda a sua vida em 24 horas.

"Girimunho", de Helvécio Marins e Clarissa Campolina; "Histórias que Só Existem Quando Lembradas", de Julia Murat; "As Hipermulheres", de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takuma Kuikuro; e "Rânia", de Roberta Marques, estão na mostra não-competitiva de novos diretores enquanto "A Febre do Rato", de Cláudio Assis, e "Rua Aperana 52", de Julio Bressane, estão na mostra dedicada a diretores veteranos.

O festival holandês, realizado entre os dias 25 de janeiro a 5 de fevereiro, também destaca a produção independente paulistana das décadas de 60 a 80 conhecida como Boca do Lixo, em uma mostra especial. Reconhecido tanto pelo flerte com a violência e o erotismo quanto pelas inovações de linguagem, o movimento terá 18 de suas principais obras exibidas em Roterdã, como "A Margem" (Ozualdo Candeias, 1967); "O Despertar da Besta" (José Mojica Marins, 1969); O Pornógrafo (João Callegaro, 1970); "Orgia ou o Homem que Deu Cria" (João Silvério Trevisan, 1970); "O Vampiro da Cinemateca" (Jairo Ferreira, 1977); "Snuff, Vítimas do Prazer" (Cláudio Cunha, 1977); "O Império do Desejo" (Carlos Reichenbach, 1981);

 



 

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