Entrevistas / Perfis
08-04-2010 ////////
Amir Labaki
Diretor Geral do É Tudo Verdade dá dicas de filmes para esta edição do festival
Fundador e diretor geral do “É Tudo Verdade”, Amir Labaki não tem dúvidas sobre a maior conquista do “É Tudo Verdade”, que completa 15 anos em 2010: “Chegar a 15 edições”. A convicção é um sinal inequívoco de que nem sempre o festival teve mais de mil filmes inscritos e 25 mil espectadores, como na última edição. “Na primeira tivemos dois mil espectadores. Na segunda, 180 filmes inscritos”, lembra. O crescimento não é a única vitória. Antes do festival, estreavam um ou dois documentários brasileiros por ano no circuito. Em 2009, foram 30. “Acho que ajudamos a superar certo estigma que pesava contra o documentário, fosse ele brasileiro ou internacional”, diz Labaki. Nesta entrevista, ele avalia a seleção de filmes de 2010 e dá cinco dicas para quem não decidiu o que assistir.
Que novidades o festival traz este ano?
A principal novidade é que nunca antes tantos documentaristas estrearam no festival já em competição. É um forte sinal de renovação.
Como você avalia a seleção de filmes deste ano? Quais são as suas particularidades?
A variedade estilística das competições brasileiras chama a atenção. Um tema recorrente é a repressão em suas distintas formas.
Quais são os cinco filmes que você indica na programação desta edição do festival?
Por ordem alfabética, abstendo-me de indicar filmes em competição:
“No Meio do Rio entre as Árvores”, de Jorge Bodanzky - Em seu retorno ao longa-metragem e à Amazônia, o Jorge, um dos principais cineastas brasileiros, retrata estratégias inovadoras de luta pela preservação da floresta;
“Quando o Dragão Engoliu o Sol”, de Dick Simon - Tudo o que você precisa saber sobre a luta pela autonomia do Tibete, tendo por condutor ninguém menos que o Dalai Lama;
“Segredos da Tribo”, de José Padilha - Um thriller intelectual que agrega matizes a nossa visão sobre a atuação dos antropólogos internacionais junto às populações indígenas da America Latina;
“Uma Noite em 67”, de Renato Terra e Ricardo Calil - Uma máquina do tempo cinematográfica nos transporta para o coração de um dos momentos cruciais da cultura brasileira da segunda metade do século 20;
“Vuelve la Vida”, de Carlos Hagerman - Uma história de pescador, com tempero entre Carlos Fuentes e Hemingway.
O festival está chegando à 15ª edição. Quais foram as suas conquistas até aqui e que metas ele ainda pretende cumprir?
A conquista mais importante é chegar a quinze edições. É isso um símbolo do fortalecimento e da expansão da cultura do documentário no Brasil. Uma meta seria uma participação mais ativa na difusão no país de uma bibliografia do cinema documental brasileiro e internacional.
Leia mais sobre o festival e sua programação.
Leia sobre o filme "Uma Noite em 67", que abre o festival.
