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20-07-2010 ////////
Lixo Extraordinário
Documentário será exibido em Paulínia nesta quarta, dia 21
Premiado em diversos festivais estrangeiros, o documentário “Lixo Extraordinário” será exibido pela primeira vez no Brasil nesta quarta-feira, dia 21, no Festival de Cinema de Paulínia. Com direção conjunta de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker, o longa mostra o trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho (Rio de Janeiro), onde está localizado o maior aterro sanitário da América Latina.
João revela que está ansioso para a estreia brasileira: “A expectativa é grande porque um filme feito a seis mãos é sempre uma incógnita. Estou curioso para ver se os espectadores no Brasil ficarão tão emocionados. Em Paulínia os personagens do filme estarão na plateia pela primeira vez e a reação deles também gera mais expectativa para nós”.
O documentário teve sua première mundial no Festival Sundance em janeiro deste ano, e arrematou o prêmio do público de Melhor Documentário Internacional. O filme também saiu premiado do Festival de Berlim, quando foi eleito pelo público como Melhor Documentário na Mostra Panorama. Jardim confessa que não esperava que o público estrangeiro fosse acolher tanto o documentário, mas se diz muito feliz com a receptividade: “O filme surpreende, pois mostra como a arte pode transformar a vida das pessoas, assim como traz uma visão nova da figura do catador de lixo”.
O longa relata a trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho até ser transformado em arte pelas mãos do artista plástico Vik Muniz e seguir para prestigiadas casas de leilões internacionais. João conta que as filmagens em Gramacho demoraram três semanas. Já a montagem das grandes imagens, levou em torno de 12 meses. Cada vez que uma imagem ficava pronta, a equipe ia ao estúdio do artista para um dia de filmagem com o personagem retratado. O filme foi rodado também em Londres e Nova York.
João Jardim só conheceu Vik Muniz pessoalmente nas filmagens e diz que o artista é uma das pessoas mais brilhantes com quem já trabalhou: “Ele se tornou uma figura inspiradora para mim, de quem sempre me lembro ao fazer meu próprio trabalho. Digo isto pela sua forma de criar e pela sua humanidade”. O artista plástico paulista é radicado em Nova York e mudou-se para os Estados Unidos há 25 anos sem muita perspectiva. Atualmente, suas obras estão nas coleções de grandes museus como o Metropolitan, de Nova York, e o Centro Georges Pompidou, em Paris. Suas obras feitas com lixo fizeram sucesso no mundo todo e tornaram Vik um dos artistas plásticos mais admirados da atualidade.
Depois de Paulínia, “Lixo Extraordinário” será exibido em setembro, no Festival do Rio. Enquanto isso, João Jardim já trabalha em um novo longa-metragem que vai se chamar “Amor?”. O filme, que aborda relações amorosas misturadas com violência, encontra-se em fase de montagem e está previsto para ficar pronto até o final do ano.
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