Rápidas
10-04-2010 ////////
Eu, o vinil e o resto do mundo
A diretora Lila Rodrigues revela a expectativa para a estreia do filme
Será exibido no domingo, dia 11, no Rio de Janeiro, o documentário “Eu, o vinil e o resto do mundo”, que está participando da mostra competitiva do Festival “É Tudo Verdade”. Dirigido pelas estreantes Lila Rodrigues e Karina Ades, o longa conta a trajetória de jovens DJs da periferia de São Paulo. A dupla acompanhou 11 DJs na capital paulistana que participam de um campeonato de Djs e que lutam para um dia conseguirem sobreviver fazendo música.
Participando pela primeira vez do Festival, Lila Rodrigues revela a expectativa para a exibição do filme: “O documentário está concorrendo na mostra competitiva, o que aumenta as expectativas com relação ao resultado e ao que o filme vai provocar nas pessoas”. Apaixonada por hip hop, a diretora diz que sempre se envolveu muito no universo musical e conta que Kariana Ades, a codiretora, já dirigiu alguns clipes, inclusive dois do rapper Xis, que é o idealizador do campeonato “Hip Hop DJ” , do qual o filme trata.
A competição, embora presente durante todo o filme, torna-se coadjuvante enquanto outras questões vão surgindo. O filme conta a trajetória que os levou a estar neste campeonato e a necessidade de se ter outra profissão em paralelo a de ser DJ. O documentário destaca ainda as expectativas em relação ao futuro próximo, as dificuldades e acima de tudo a paixão pela musica e o desejo de um dia poderem sobreviver sendo DJs profissionais: “As histórias dos personagens do filme, apesar de terem cada uma a sua particularidade, são muito parecidas no sentido de que todas falam de paixão pela musica e da crença de que vale a pena acreditar no sonho apesar das dificuldades”, diz Lila.
Estreando na direção de documentários, Rodrigues acredita que o olhar de duas mulheres sobre este universo tão masculinizado tornou “Eu, o vinil e o resto do mundo”, um filme mais emotivo: “Falamos de esperança, de musicalidade, do que dá certo. Éramos estranhas neste universo do Hip Hop underground de São Paulo, que é um universo predominantemente masculino e de certa forma fechado. Isso só foi possível porque existiu uma relação de confiança mutua entre nós e os meninos”, finaliza.
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