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Gilberto Gil em 67/Divulgação

08-04-2010 ////////

Uma Noite em 67

Chico Buarque, Caetano Veloso, Roberto Carlos e Gilberto Gil depõem no documentário de Renato Terra e Ricardo Calil

O longa “Uma Noite em 67” (veja o trailer), dos estreantes Renato Terra e Ricardo Calil, abre a 15ª edição do festival "É Tudo Verdade" na noite desta quinta-feira na capital paulistana em sessão fechada para convidados. O filme mostra a final do III Festival de Música Popular, que se transformou em um marco da história cultural do Brasil. Além das imagens de arquivo, os grandes finalistas Chico Buarque, Caetano Velloso, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Edu Lobo e Sérgio Ricardo enriquecem o documentário com depoimentos inéditos sobre aquela noite. Renato Terra, um dos diretores, conta que, da ideia original até a primeira exibição, passaram-se sete anos, por isso, foi muito gratificante ver o filme na telona: “É uma honra e uma responsabilidade abrir um festival tão essencial para a cena documental no Brasil quanto o ‘É Tudo Verdade’, ainda mais para diretores em seu primeiro filme”.

Renato revela que o III Festival de Música Popular reúne vários artistas que fizerem parte da trilha de sonora de sua vida e esse foi um dos motivos de ter escolhido o tema para seu primeiro trabalho cinematográfico: “Musicalmente, o festival da Record de 67 é considerado o mais rico da história, com o maior número de grandes canções em competição (‘Ponteio’, ‘Domingo no Parque’, ‘Roda Viva’, ‘Alegria, Alegria’), compostas e interpretadas por artistas fundamentais que estão em evidência até hoje”, diz. E completa: “Havia programas musicais diariamente na TV. Os programas geravam debates, como as novelas ou o ‘Big Brother’ geram hoje em dia. Além disso, havia uma forte demanda de se expressar livremente que foi reprimida pela ditadura militar”.

De acordo com o diretor, um dos depoimentos mais marcantes do filme é o de Gilberto Gil, que foi muito franco em confessar o medo de entrar no palco e apresentar "Domingo no Parque" com guitarras e ver a receptividade que sua música teria: “Todo nosso esforço foi para criar um clima de informalidade e cumplicidade com os entrevistados para conseguir depoimentos abertos e íntimos. Acho que fomos bem-sucedidos”.

Leia mais sobre a programação do É Tudo Verdade.  

Veja a entrevista e os documentários indicados pelo diretor do festival.
 

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