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09-10-2009 ////////
“Reidy, a construção da utopia” ganha melhor documentário no Festival do Rio
Ana Maria Magalhães fala sobre documentário que dirigiu sobre o arquiteto Affonso Eduardo Reidy
Responsável pelo projeto do Aterro do Flamengo ao lado de Burle Marx e autor da arquitetura do Museu de Artes Moderna do Rio de Janeiro (MAM), Affonso Eduardo Reidy é tema do longa-metragem vencedor de melhor documentário do Festival do Rio “Reidy, a construção da utopia” (assista ao trailer), de Ana Maria Magalhães. O documentário “Dzi Croquettes”, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez também ganhou nesta mesma categoria.
Admiradora da arquitetura brasileira, Ana Maria revela que sempre se encantou com o trabalho de Reidy, que foi casado com sua tia. A paixão pela arte nasceu em família, quando o pai apontava para ela o sinuoso prédio Pedregulho sempre que passavam por ele e quando ia brincar no Aterro do Flamengo ou frequentava a cinemateca do MAM. Ela carrega essa admiração ao tio desde pequena: “Reidy era moderno numa época de grande transformação da sociedade brasileira. Graças a ele e à minha tia entrei em contato com a pintura abstrata. Eles eram muito avançados. Crianças e jovens têm predileção por tios assim”, revela.
Essa não é a primeira vez que Ana Maria Magalhães dedica um documentário a Affonso Eduardo Reidy. Em “Lembranças do Futuro”, premiado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) em 2005, ela apresenta as obras do arquiteto, já no longa-metragem “Reidy, a construção da utopia”, a diretora aborda a repercussão da sua obra na atualidade: “Ele sonhava com os pés no chão. Tinha senso de realidade, mas creio que se tivesse que escolher entre a utopia e o caos, ficaria com a primeira”.
O documentário foi exibido no Festival do Rio e Ana Maria destaca a importância de participar do principal festival de cinema do país: “O Festival do Rio oferece visibilidade ao filme. No caso de um documentário, a importância é maior porque suas chances de obter distribuição e exibição são reduzidas. E essa é a oportunidade de mostrar que o filme tem um público que merece ter acesso à informação e às discussões sobre os temas da sociedade que lhe interessam”, diz.
A diretora já tem planos para seu próximo filme. Agora, ela pretende rodar um documentário com um grupo de jovens da Mangueira. Ana Maria já havia filmado os mesmos adolescentes quando crianças no documentário “Mangueira do Amanhã”. O novo filme pretende reencontrar esses jovens e falar sobre o destino dessas crianças dos anos 90 e o que mudou dentro da comunidade.
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