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22-11-2008 ////////
A Mulher do meu Amigo
Cláudio Torres aposta numa comédia sobre infidelidade e no texto de Domingos de Oliveira em seu segundo filme
Depois da brilhante estreia com o mais introspectivo “Redentor”, Cláudio Torres resolveu partir para a comédia em seu segundo trabalho. O cineasta não se acomodou com os elogios recebidos pelo primeiro filme, que foi selecionado para o Festival Internacional de Berlim e lhe valeu o prêmio de Melhor Diretor, concedido pela Academia Brasileira de Cinema.
“O ponto de partida foi a dramaturgia do Domingos de Oliveira: a peça “Largando o Escritório””, explica Cláudio, para em seguida fazer uma declaração de amor à comédia. “Amo comédias. Comédias nos fazem rir, mas ninguém ri à toa. Nós rimos de uma observação crítica sobre alguma coisa. O humor é sempre crítico e não existe crítica sem pensamento. No caso deste filme, rimos das ironias do amor. E ao fazer isso, pensamos no amor. Quis fazer uma mistura de comédias da Sessão da Tarde com pitadas de Nelson Rodrigues e um pouco de Almodóvar”, explica Cláudio.
O filme conta a história do advogado Thales (vivido por Marcos Palmeira), casado com Renata (Mariana Ximenes), que resolve largar o emprego para viver a vida e, com tanto tempo livre, acaba prestando mais atenção e se apaixonando pela esposa (Maria Luísa Mendonça) de seu melhor amigo (Otávio Müller). O que ele não sabe é que o “amigo” e sua mulher têm um tórrido caso de amor há vários anos. O filme também conta com Antônio Fagundes no papel do chefe inescrupuloso de Thales. “A Mulher do Meu Amigo” foi feito para aqueles dias em que queremos ir ao cinema para rir e, quem sabe, sonhar”, explica Cláudio Torres. Bons sonhos.
