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BugiGangue

18-08-2010 ////////

BugiGangue

Curta em 3D estereoscópico será exibido no FICI

Primeiro filme do Brasil em 3D estereoscópico – a mesma técnica usada em “Avatar” –, o curta de animação “BugiGangue – Controle Terremoto” será exibido pela primeira vez ao grande público na 8ª edição do Festival Internacional de Cinema Infantil, que será realizado entre os dias 27 de agosto e 19 de setembro no Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo, Campinas e Brasília.

Voltado para o público infantil, o curta conta a história de uma turminha que provoca um conflito intergaláctico ao entrar incógnita em uma nave extraterrestre e jogar o que acredita ser um videogame (veja trechos do filme). Ele se passa logo depois de os personagens conhecerem seres de outro planeta, história que será contada em um longa que já está em fase de pré-produção e deverá chegar ao circuito comercial em 2012.

“Desenvolvemos o curta já pensando em fazer experiências para o longa. Testamos tudo, principalmente os recursos para produzir as imagens 3D, e descobrimos que é bem mais complicado do que imaginávamos”, conta Alê McHaddo, sócio-diretor da 44 Toons, produtora responsável pelo filme.

O resultado foi aprovado. Em recente exibição para 450 convidados – entre elas, 150 crianças – no Cinemark Shopping Eldorado, em São Paulo, “BugiGangue” agradou. Ainda assim, McHaddo mantém uma postura ponderada diante da tecnologia que virou febre e vem sendo usada em todas as animações das gigantes Pixar e DreamWorks. “Em ‘BugiGangue’, o 3D é fundamental, mas não o considero indispensável para muitas produções. Há uma glamourização dessa tecnologia no momento por conta do ‘Avatar’, mas nem todo filme precisa disso. Quem pede o 3D é a história”, analisa o diretor.

McHaddo comemora o aprendizado obtido com a produção de seu curta. Para ele, é fundamental que empresas brasileiras dominem a técnica não apenas para reduzir custos de produções em 3D, mas também para que estas não se tornem reféns dos dogmas estabelecidos pelas produtoras estrangeiras.

“Se não dominarmos a tecnologia, não temos controle para usá-la. Em ‘BugiGangue’, já arriscamos quebrar alguns desses dogmas e gostamos do resultado. A reflexão estética ainda é pequena em torno desta técnica. Ainda não se sabe exatamente como usufruí-la em termos de linguagem”, diz McHaddo.

Veja trechos da animação.
 

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