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01-07-2010 ////////
Anima Mundi chega à maioridade
Festival começa dia 16 no Rio e reúne 452 produções
Corria o ano de 1993 quando, cansado de ser confundido com recreadores de festas infantis e temeroso em relação ao futuro profissional, Cesar Coelho se juntou aos também animadores Aída Queiroz, Lea Zagury e Marcos Magalhães para criar um evento que divulgasse os filmes do gênero no Brasil. Dezessete anos depois, o Anima Mundi chega à maioridade como um dos principais festivais de animação do mundo, ansiosamente aguardado por aficionados e profissionais do ramo, e debate os rumos desta indústria no país.
Com início previsto para o dia 16 de julho no Rio de Janeiro e 28 do mesmo mês em São Paulo, a 18ª edição do Anima terá 452 produções selecionadas - 108 brasileiras - entre as cerca de 1.900 inscritas. Há filmes de mais de 40 países, entre eles França, Alemanha, Austrália, Israel, Polônia, Argentina, Taiwan, Letônia, Coréia do Sul, Finlândia, Rússia, Cingapura e China e a estreante Macedônia.
“Não somos produtores de evento, somos animadores. Criamos o Anima quase que por acidente. Quando tive filho, demorou para a ficha cair. Com o festival é parecido, me surpreendo até hoje. Há animadores estrangeiros que guardam seus filmes finalizados para apenas dois festivais, o de Annecy, na França (considerado o mais importante do gênero), e o Anima Mundi”, conta Cesar, que considera o evento um importante espaço de discussão e fomento da animação brasileira.
A merecida comemoração da maioridade do Anima será em grande estilo, com uma mostra especial que trará as melhores animações exibidas nas 17 edições já realizadas. A sessão promete. Até hoje, nada menos do que 5.927 filmes foram vistos por quase um milhão de espectadores no festival. Parte desse público selecionou os melhores em votação promovida pela internet.
Haverá ainda outras dez mostras, entre elas as competitivas de longas - que terá três filmes, de Argentina, Austrália e Dinamarca, nesta edição – e de curtas. Considerada uma das mais fortes dos últimos anos, esta última inclui o vencedor do Oscar deste ano, “Logorama”, e bons trabalhos nacionais. Outra seleção traz animações feitas na África do Sul, país sede da Copa do Mundo.
O time de convidados também faz jus ao prestígio do Anima Mundi. Ele vai desde Stephen Hillenburg, criador do Bob Esponja que contará a história do personagem e mostrará sua obra autoral - bem diferente da comercial – a Jordi Grangel, catalão que falará sobre a criação de personagens, figurinos e cenários para “A Noiva Cadáver”, de Tim Burton, trabalho do qual participou ativamente. Eles participarão respectivamente do programa Papos Animados e do Anima Fórum, que prevê Master Classes voltadas para profissionais do ramo, quando esses convidados terão ainda a companhia dos premiados Daniel Greaves, inglês conhecido pela mistura de variadas técnicas em filmes como “Manipulation” (1992) e “Flatworld” (1997), e Cordell Barker, canadense que vai exibir seu novo filme, “Runaway” (2009), aclamado nos festivais de Cannes e Annecy. Completa a lista o brasileiro Guilherme Marcondes, diretor do bem-sucedido “Tyger”.
O festival ocupará o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a Casa França-Brasil, o Centro Cultural Correios, a Praça Animada, o Odeon BR, o Oi Futuro de Ipanema e do Flamengo, e o Arteplex no Rio, e o Memorial da América Latina e o CCBB em São Paulo. A lista completa das animações selecionadas para o 18º Anima Mundi e outras informações sobre o festival podem ser encontradas na página www.animamundi.com.br.
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